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O risco das escalas excessivas na saúde dos brasileiros

Por Stephany Silva, Cerrado  18/05/2025 13h27       

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O cansaço extremo revela os riscos das escalas excessivas na saúde dos trabalhadores brasileiros (Foto: Imagem criada por inteligência artificial) 

O brasileiro sempre foi colocado à prova em suas jornadas de trabalho. No entanto, as consequências dessas condições desfavoráveis tornaram-se mais evidentes com o tempo, levantando questionamentos sobre a eficácia de certas escalas de trabalho, que têm apresentado altos índices de afastamentos relacionados a transtornos mentais causados pelo ambiente profissional.

Em 2024, cerca de 440 mil trabalhadores precisaram ser afastados por questões de saúde mental, um número ainda maior que o registrado em 2014, quando foram contabilizados 203 mil afastamentos. Isso evidencia como a sobrecarga e as condições enfrentadas têm afetado a saúde física e mental dos brasileiros. Muitas dessas pessoas precisaram chegar ao limite para perceber a necessidade de parar, recalcular a rota ou até mesmo solicitar apoio das próprias empresas.

 

Para muitos empregadores, o simples fato de os funcionários estarem cumprindo suas funções é sinal de que estão bem e felizes. No entanto, muitos transtornos mentais começam a surgir de forma silenciosa, sem sinais claros. Isso torna a comunicação entre funcionário e empresa essencial para que, juntos, possam encontrar a melhor solução. 

“O afastamento dos trabalhadores é multifatorial. Ao se analisar determinadas condições, torna-se evidente a pressão excessiva para bater metas estabelecidas, as jornadas de trabalho extensas e a cobrança por produtividade, mesmo daquele funcionário que, em muitos momentos já está dando conta de suas próprias demandas e também das de terceiros”, relata Mariana Santana, psicóloga de formação, e residente na cidade de Barueri no estado de São Paulo.
 

A situação econômica também tem contribuído para esse aumento nos afastamentos, já que muitos trabalhadores se submetem a condições adversas para suprir as necessidades de suas famílias. Com isso, a ansiedade tem se tornado o principal problema, tanto para empregados quanto para empregadores. A incerteza  ou mesmo a falta de diálogo no ambiente de trabalho gera especulações sobre o desempenho do funcionário, o que contribui para o agravamento de transtornos mentais e, consequentemente, o afastamento desse colaborador de suas funções.

Muitas empresas passaram a adotar medidas para conter o aumento nos números de afastamentos. A Lei 14.831/2024 exige que essas organizações priorizem a saúde dos trabalhadores, oferecendo apoio psicológico, palestras e espaços onde os funcionários possam expressar sentimentos e frustrações. A legislação prevê multa de até 6 mil reais para empresas que deixarem de oferecer esse tipo de suporte.

 

Já se passaram cinco anos desde que o mercado de trabalho enfrentou um colapso durante a pandemia de COVID-19. Muitas pessoas passaram por mudanças radicais em suas rotinas e enfrentaram perdas que as tornaram mais vulneráveis, afetando diretamente sua saúde mental e facilitando o surgimento de transtornos psicológicos. Diante do crescimento desses casos, é necessário estudar caminhos e estratégias para garantir que o trabalhador receba o acolhimento necessário dentro do ambiente de trabalho, evitando assim, medidas drásticas como o afastamento. Psicólogos e trabalhadores esperam condições favoráveis, em que seja possível conciliar saúde mental e boa produtividade.
 

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Fonte: Nube

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Foto: Luisa Rivas e Thalita Ferraz | Arte g1

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