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Como o trabalho remoto pode impactar seu bem-estar e lazer

Como o trabalho remoto pode impactar seu bem-estar e lazer

Por Gabriela Batista, Cerrado   15/05/2025 7h50     

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Entre o conforto do lar e o peso das demandas, trabalhar de casa pode ser libertador, mas  sem equilíbrio vira armadilha   (Foto: Imagem gerada por inteligência artificial)

Nos últimos anos, as jornadas de trabalho têm aumentado o debate sobre qualidade de vida e produtividade Todas as jornadas têm seus prós e contras, e uma das mais comentadas é, sem dúvida, a jornada de home office, que se tornou o sonho da maioria dos trabalhadores. Ela foi impulsionada pela pandemia de COVID-19, quando muitas pessoas foram obrigadas a conciliar suas atividades profissionais com seus ambientes domésticos devido às restrições de isolamento social, criando novos desafios tanto para trabalhadores quanto para empresas.

 

Embora o trabalho remoto possa trazer benefícios, como flexibilidade, mais tempo para realizar tarefas e mais qualidade de vida, ele também pode afetar a saúde mental. O distanciamento entre o ambiente de trabalho e o espaço pessoal pode gerar a sobrecarga de tarefas e a dificuldade de estabelecer limites. Muitas empresas, por exemplo, podem pensar que, por o trabalhador estar em casa, ele terá mais tempo e, portanto, poderá assumir mais tarefas, o que pode resultar em estresse, ansiedade e até burnout.

 

Joyce Renovato, de 33 anos, é analista de sucesso do cliente na empresa LINX, do grupo Stone Co. Ela mora em Guarulhos (SP) e trabalha no modelo híbrido, indo presencialmente à empresa, localizada no bairro de Pinheiros (SP), duas vezes por semana, onde sua  jornada começa às 9h e termina às 18h.

 

Joyce conta que sua rotina com o home office facilita muito a conciliação do trabalho com seu lazer pessoal. “Consigo fazer minhas aulas e exercícios físicos durante a semana porque a academia que frequento é perto de casa”, destacando a facilidade de inserir hábitos saudáveis em seu cotidiano sem precisar perder tempo no trajeto até o trabalho.

 

Seu emprego anterior era em uma loja de calçados, no modelo 6x1, onde não tinha o tempo livre que tem hoje para o lazer. No emprego atual, Joyce percebe que a possibilidade de trabalhar de casa facilita muito sua vida e sua saúde mental. “Eu ganho tempo para fazer outras tarefas e não passo pelo estresse de enfrentar o trânsito diariamente.”

 

Mas, mesmo com as facilidades que o home office oferece, Joyce entende que esse modelo de trabalho pode gerar, sim, acúmulo de funções e estresse para alguns trabalhadores. Como trabalha no setor comercial, ela diz que, em momentos de muitas demandas, pode ocorrer o acúmulo de tarefas.

“Em épocas de pico, como quando nossos clientes precisam de mais vendas, o trabalho pode se acumular, e caso a equipe não tenha um bom gerenciamento, isso pode gerar caos, mesmo que parte dela esteja em casa", alerta Joyce.

Muitas pessoas pensam que quem trabalha remotamente não tem tantas responsabilidades e que não trabalha muito, mas Joyce afirma que isso não é verdade.

“Depende muito do ramo em que você está e da equipe em que trabalha. Se for um time que precisa entregar resultados, todos precisam ter o mesmo foco. Caso contrário, se houver muita demanda, um colaborador pode receber mais tarefas do que o outro, a fim de cumprir os prazos”, diz.

Isso mostra que nem tudo é perfeito e 100% saudável, mesmo estando em casa. As empresas precisam observar cuidadosamente o limite do trabalho. O exemplo de Joyce mostra que o modelo híbrido ou o 100% remoto pode ser excelentes opções para quem busca qualidade de vida e bem-estar, sem comprometer a produtividade que, na verdade, pode até aumentar quando o trabalho é realizado em casa.
 

Esse modelo oferece mais tempo para atividades pessoais e flexibilidade, permitindo ao trabalhador conciliar suas tarefas profissionais com momentos de lazer e até viagens durante o expediente. No entanto, independentemente do formato de trabalho, é essencial manter equilíbrio, organização e uma gestão eficaz para evitar a sobrecarga. Assim, o home office pode ser um benefício tanto para o trabalhador quanto para a empresa, especialmente com o crescente número de empresas adotando esse modelo.

 

O que todo trabalhador quer e merece é um emprego que o valorize, permitindo-lhe aproveitar as vantagens do trabalho, gerando um bom relacionamento dentro da empresa, promovendo um ambiente colaborativo e saudável, e garantindo sua saúde física e mental.

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Cerrado

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